Destaque

APRESENTAÇÃO.

Meus lábios tocam aquilo que quero tocar independente do que aconteça, meu corpo se move como com uma rapidez extraordinária, minhas mãos percorrer a caneta com uma certa curiosidade, escrever sempre foi uma terapia para mim, de alguma forma eu estava salvando minha própria vida.

Venho com um intuito de mostrar um pouco do meus sentimentos para os leitores espero que gostem, das minhas singelas palavras. Sintam-se em casa. ❤

~SaoryNárnia.

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Silêncio

 

E o vento levou

Minha imaginação
Com ela, ele carregou. 

Onde andas minha emoção?
De viver e cantar.
A cada revelação
Perco a vontade de falar. 

De trás para frente 
Vejo minha vida passar
Nada foi vivido verdadeiramente.

#Autoral.

Imagem:Direitos autorais reservados

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Uma despedida.

A minha data preferida foi o dia que nos conhecemos
Dia que   desastradamente  derramei suco de uva na sua camisa branca, nesse dia eu estava tão nervosa e perdida, novatas nas cidades grandes sempre se dão mal.
Você perdeu a cabeça e me xingou de tudo que era nome, porém houve um momento que não paramos de rir, seu sorriso e o som da sua risada me encantou de imediato. 
Pelos deuses, que perfume gostoso você usava.
Depois desse dia nos perseguimos.

Amava o jeito que… (suspiro, segurando as  lágrimas para não chorar e borrar toda a folha.)
Sorria,
Andava,
Olhava meu olhos,
Beijava – me,
Tocava minha pele, 
Você tinha um jeito engraçado de ser.
Olha eu falando  de novo como se você estivesse entre os vivos. (Risos, com lágrimas nos olhos.)

Até quinze dias atrás estávamos bem!
Eu sei que não lerá essa carta quase poética.

PS: Eu te amo.

A luz solar…

A luz solar passa pela minha janela, e bate nas minhas pernas descobertas, sinto o calor do sol queimar minhas partes sem cobertor. Dizem que a cor amarelo é o colorido da vida, cor da alegria, da felicidade, cor que ilumina o dia, tem luz própria, já a lua é o reflexo da luz solar, a lua é a sombra do sol. Então me vejo sendo a sombra de alguém ou alguma coisa, ainda vou descobrir.
Sol e Lua, Ansiedade e Depressão andam lado a lado, uma é a sombra da outra sendo que uma tem luz própria e a outra é apenas um reflexo.
~Saory Nárnia.
Imagem: Direitos autorais reservados.39293381_146407289597584_4164340448422264832_n

Deixei você partir.

Encontro-me cada vez mais perdida nesse mundo pequeno, nesse mar raso, nessas emoções raras…

A sua mentira não te fez uma pessoa melhor.
A sua mania de fazer a mesma coisa sempre, não te torna uma pessoa melhor do que outra.
Talvez não faça isso porque quer, um mecanismo de defesa eu diria, uma coisa é certa enquanto viver de ilusões não encontrá o que procura.
E sim você é um idiota… eu não ligo, não sinto mais o mesmo.
Não vai mudar por ninguém, e quem está sempre do lado para dar um apoio um dia some, um dia cansa…
Sinto muito, na verdade eu não sinto,
Não sinto nada além de desprezo…

Meu bem… Palavras bonitas não fará com que eu volte atrás.

Um mal que vem para o bem.

~Saory Nárnia.

Imagem:? Direitos autorais reservados.

Sede de sangue.

Aviso: Contém violência.

Um dia, disseram-me: “Você não tem alma, nem mesmo sensibilidade”. Fiquei chateada, mas, no fundo, bem no fundo, sabia que era a mais pura e bela verdade, a verdade mais perfeita dita até hoje. Todos que habitavam meu coração afogavam-se de tal maneira que não dava para explicar.

O último jorrava sangue de seus belos olhos claros… Por um momento, senti-me culpada; porém, aquilo passou como mágica.
Talvez eu não fosse uma humana qualquer… era muito mais que isso! Meus instintos sempre me diziam para matar.

Minha sensibilidade fora jogada ao fogo…
Como numa poesia perdida, deixei que tudo isso morresse. Entre as palavras poéticas, eu era seu nada e seu tudo; sua destruição e salvação ao mesmo tempo. Era razão e ele a emoção.

5 de setembro de 1997.

— Esperando por alguém?

Sorri gentilmente para o rapaz que estava ao meu lado e meus instintos acordaram do sono profundo, implorando para que matasse sua ânsia por sangue fresco. Talvez ele me excitasse de alguma forma…

— Não acha meio clichê você me perguntar isso? – ele respondia em doce tom enquanto meus instintos eclodiam.

— Na verdade, acho que o garçom lhe abandonou.

Passei a língua em meus dentes afiados. Fitei-lhe de modo penetrante e levei-o para fora do bar. Estava frio e escuro. Beijei sua boca doce e percebi que ele gostara.

— O que você está fazendo? – perguntou-me, meio assustado.

Com uma única mordida, drenei cada gotícula de seu sangue e senti-o descer quente em minha garganta enquanto ainda restava um pouco, escorrendo pelo canto de minha boca.

Apaixonei-me por seus olhos claros. Queria guardá-los de lembrança: deitei o rapaz ao chão, peguei minha navalha e tirei seus olhos com cuidado, com simples incisões.

— Eu levaria seu coração, mas me contento com seus belos olhos, meu querido. — Sumi na sombra da noite, apreciando a lembrança e deixando de lado resquícios de uma noite divertida e saborosa.

[…]

A polícia apareceu no local. Um aglomerado de curiosos se aproximava, querendo saber o que havia acontecido.

— Qual a situação, Gabriel?

— Sangue drenado… o mais inusitado é que ela sempre leva o coração, mas, dessa vez, levou os olhos. Como sempre, não há digitais.

— Eu diria que foi um vampiro.

— Que bobagem, Flora. É história para criança dormir! Ela é louca, isso sim!

— Não diria louca… apenas quer algo para satisfazer seus instintos. Olhe como foram tirados os olhos… sem muitos estragos. Fez um belo procedimento!

— Você acha isso certo?

— Não, claro que não…

— Se eu não te conhecesse, diria que você é a assassina…

~Saory Nárnia.

Última mordida de amor

Nossa, como te queria! tu era linda, aqueles cabelos longos e a pele branca como a neve, ouvia seu sangue pulsar. Beijava-te com vontade de mordê-la, te fazer unicamente minha.

Eu sabia o que você era, Gabriel… mesmo assim, te quis para mim. Um vampiro egocêntrico, egoísta e muito lindo. Eu sabia que uma hora ou outra você drenaria o meu sangue e eu deixaria, para mim era uma linda forma de morrer.
Estava sentada ao seu lado e senti que era a hora, ânsiava por esse dia.

– Te quero por inteiro, meu Gabriel.

Sabia que tinha entendido o que eu queria, ele sorriu gentilmente. Deitou-me em seu colo, beijou minha boca lentamente e subiu para o meu pescoço com intervalos de beijos, com uma única mordida você drenou todo o meu sangue para si.

– Não vai doer nada, eu prometo, minha Alice.

E, de alguma forma, eu estava me sentindo tão aliviada e bem! Com todo aquele alvoroço, morri em seus braços lentamente.

~Saory Narnia.